O Congresso

As AUs do Brasil não são vistas como potenciais recursos hídricos disponíveis nas bacias hidrográficas. O manejo dos recursos hídricos concentra seus esforços no uso de rios, lagos e recursos hídricos subterrâneos, para fins domésticos, industriais, irrigação, navegação, produção de energia e para tratamento de esgotos. Todavia, não se levam em consideração os diversos serviços das AUs, por exemplo, no efeito tampão hidrológico, que diminui os picos de enchentes e secas, fornecendo água para riachos de cabeceira e águas subterrâneas por infiltração.

 

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A conservação e o cuidado destes ambientes requerem um planejamento a longo prazo, não somente para as planícies, mas também, para as áreas de planalto, numa visão integrada das bacias hidrográficas. A elaboração de tais estratégias requer em alguns casos, acordos entre estados ou países, que devem incluir não somente uma escala das atividades que podem afetar o ambiente diretamente e indiretamente, mas também, a mobilização e participação efetiva dos diversos atores sociais envolvidos para a elaboração de políticas públicas que visem proteção efetiva deste legado ecológico.

Considerando as atividades desenvolvidas pelo INCT Áreas Úmidas/INAU, instituto financiado pelo CNPq que lidera nacionalmente marcos científicos referenciais para a política de Área úmida brasileira, e o Centro de Pesquisa do Pantanal – CPP que vem atuando na elaboração de uma proposta de política de gestão para o Pantanal junto com a UFMT, propõem a realização do III Congresso Brasileiro de Áreas Úmidas – III CONBRAU, que acontecerá nos dias 22, 23 e 24 de junho de 2016 no campus da UFMT em Cuiabá – Mato Grosso, com o tema central: “As Áreas Úmidas Brasileiras: estado da arte do conhecimento, valoração, riscos e situação jurídica”.

O evento contará com os seguintes subtemas:
1)    Biodiversidade nas AUs: novas abordagens

2)    AUs e mudanças climáticas: impactos, mitigação e princípios da precaução

3)    Hidrelétricas, mineração, atividades agropecuárias e AUs naturais: impactos ecológicos e sociais, custos e benefícios

4)    Instrumentos para administrar e preservar as AUs: aspectos legais da Convenção Ramsar e políticas públicas brasileira

5)    Inventário de AUs: critérios e problemas técnicos de identificação e delimitação

6)    Outros aspectos de AUs